Evolução da Consciência Cósmica


Evolução da Consciência Cósmica
( por Leone Amaral de Oliveira )


Dedico este livro a todos aqueles que buscam uma resposta para satisfazer o âmago do seu ser.
 “A verdade não está lá fora, a verdade está dentro de cada um".





Capitulo I



 Encontramos assim o homem primitivo logo após o alvorecer da consciência pessoal como ser humano a viver numa condição que a ciência denominou de Paleolítica. Neste período da historia o homem vivia num ambiente exclusivamente a beira de rios e outras massas líquidas pois como qualquer tipo animal primitivo, era afetado por um ambiente de água. O homem vivia em cavernas e grutas em abrigos de folhagens escondidos, lugares esses bem próximos aos rios. O homem então alimentava-se de frutas, raízes, peixes, e caças pequenas que poderia ser abatido a golpes. Não cozinhava o seu alimento devorava a carne crua como fazia os animais. Não sepultava seus semelhantes. Não conhecia outra lei se não a de seus extintos de autopreservação. Suas principais ocupações eram instrumentos de pedras e madeiras usados para se protegerem de animais que temiam. O ambiente aquático no qual o homem viveu por milhares de anos, produziu um efeito sobre a sua natureza. O primeiro despertar de consciência, que a mente primitiva teve foi a de que seu corpo mesmo adormecido podia ter as mesmas experiências quando estava acordado. Quando acordava pela manhã, sua mente parecia ter tido experiências semelhantes quando acordado, passeando e caçando, pescando. A isso começou a despertar nele uma força interior que o puxava para descobrir que deveria haver alguma coisa misteriosa em seu corpo que o fazia caminhar quando dormindo. Percebeu então que dentro de seu corpo, deveria haver algo semelhante ao fogo e a isso o chamou de espírito.  Com a descoberta do fogo, o homem começou a evoluir da forma rude e animal em que vivia para um estado um pouco superior que a ciência chamou de Neolítica. 
Neste período encontramos o homem mudando o local onde passava a viver para lugares mais altos, como penhascos e montanhas. Por este motivo este período ficou conhecido como a era dos habitantes dos penhascos. Foi nestes locais que o homem passou a conviver mais com os ventos o ar, e o fogo. Tornaram-se grandes aliados em sua vida ao passo que os locais baixos e arenosos, como as terras pertos dos rios como estavam habitados por séculos, eram agora a pouco uso. Não mais se preocupava em combater as bestas das terras baixas, mas estava voltado para dominar os ventos e as forças naturais como o fogo, que lhe eram misteriosas. Agora podiam fazer armas mais aperfeiçoadas e polir seus instrumentos de caça. Passava maior tempo preparando pedras polidas e fazendo cabos lisos aos quais as ligava. Com o aumento de sua capacidade de polir pedras e usa-las de maneira inteligente, o homem passou a ser um construtor. A essa era se seguiu outra, na qual se tornou o uso do Metal pela descoberta do fogo. Daí por que se denominou a idade do Bronze. Começava o homem a fazer ferramentas cortantes, facas e outros dispositivos para matar animais perigosos. Notemos que com a descoberta do fogo, e da possibilidade da fabricação de metais cortantes, pode finalmente cozinhar seu alimentos que até então, não o fazia. Com isso o corpo do homem sofreu mutável mudança em sua forma física. O homem fez rápido progresso em sua civilização com o uso do machado, pode cortar arvores maiores e a usá-las para construção de abrigos mais seguros com a madeira. Passou a conviver em grupo e fazer pequenas comunidades e a viver seguro livrando-se do medo da escuridão. Passou a viver em cavernas mais tempo à noite e nos lugares dos penhascos com segurança e iluminação do fogo, que os possibilitava passar mais tempo com a família e a relaxar sua mente em frente ao misterioso e fogo, por muito tempo. Notavelmente podemos analisar que a idade do Metal proporcionou um despertar muito grande à mente do homem primitivo, pois graças às ferramentas que a construí, pelo uso do fogo e as pedras polidas, ele livrou-se do medo mental que o escravizava por séculos, no primeiro estágio de sua evolução. Este período da idade do Metal ficou para sempre na memória da alma do homem, pois perdeu para sempre a insegurança ganhando poder de confiança. 
Treinou alguns animais domésticos e passou a cultivar o solo. Passou a viver em aldeias e a estabelecer regras a situações privadas, pois com aração do solo e o cultivo das plantas, a necessidade de proteger suas casas, começou o homem a seguir certas tendências inspiradas e formularam leis e regras estabelecidas, com referencia ao uso e o abuso de propriedade privadas.  Entretanto, o fator predominante para a evolução da personalidade alma, foi o despertar do fogo. Não só mudou drasticamente a vida do homem como construção de lares mais seguros, e cozinhar alimento proporcionando mais saúde e usar a luz para dominar a escuridão. Isso causou um profundo impacto em sua mente pois aquele calor que lhe proporcionava muitas maravilhas, intrigava profundamente sua mente. Ao relaxar a beira do fogo, pode liberar sua imaginação para muitas duvida. Como o que fazia arder sua chama? Por que o fogo queimava?  Foi uma descoberta que mudava a forma de vida primitiva, para uma nova vida em todos os sentidos. Foram neste período que começou a desabrochar os primeiros impulsos interiores de que existia algo superior a ele. Passava então maior tempo à noite em frente à clareira, onde certamente sua mente ponderava sobre aquela estranha forca misteriosa. Esta experiência do fogo sem dúvida nenhuma, deve ter contribuído grandemente para maior desenvolvimento da personalidade alma e despertar de sua consciência cósmica. A partir de então pode o homem refletir as coisas ao seu redor e questionar a respeito de si mesmo. O que mantinha aquela chama acesa que queimava e iluminava a noite? A vida do homem primitivo começou a tomar novos rumos. Talvez o medo que o cercava fez indagar a cerca dos mistérios que o envolviam. A natureza em si era questionavelmente o maior mistério para a mente primitiva. E em meio a tanto mistério, passou a temer as coisas que o cercavam. Os fenômenos naturais que lhes causavam medo, os denominaram de forças sobrenaturais. Com o passar dos séculos, deu nomes a estes fenômenos naturais atribuindo-lhe a cada fenômeno da natureza que ocorria a um deus. Assim passou a adorar e a temer as forcas da natureza como se elas fossem deuses.

Continua ...

 

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